segunda-feira, julho 09, 2007

Não há beleza
Nesta mesa
O osso corroído
De um ser dolorido

Enche sua pança
Até quando esta matança?
Estas taças de cristais
Cheias de liquído vicerais

Te fazem sorrir
Nessa mesa essa toalha
Me faz regurgir
Enquanto você exalta essa mortalha

Isso me faz uma praga rogar
Quanto mais tu matas
Para se alimentar
Mais fome teu espirito terás!

quinta-feira, julho 05, 2007

Ignorância.



Faz muito pouco tempo que aprendi a entender que o vento leva qualquer sentimento.
Faz muito pouco tempo que aprendi a compreender que eu não deveria ligar para as coisas que eu fiz, ou deixei de fazer.
A noite é testemunha, a ignorância me impunha um pecado grande, que muitas vezes acabei por cometer, por competir.
Você se importa, ou eu me importo?
O vento acabou varrendo as folhas secas do meu caminho, o mesmo vento que varreu nosso sentimento.
O que sobrou do passado?
Passado tão breve que ainda esta dentro de nós, nem quente nem gelado, mas está ali, guardado.
Eu poderia parar de pensar tanto de querer não enlouquecer; por que eu escreveria coisas complicadas, com palavras difíceis, e motivos sem nenhum caminho.
Eu poderia parar de reclamar, tornar-me muda, não falar. Tornar-me estatua e não chorar.
Não vou perguntar por que, ele não existe.
Ninguém pra dizer que me ama; ninguém que eu queira querer amar. E involuntário se torna tão normal quanto a luz do dia, na janela ao amanhecer.
Eu poderia querer ter alguém pra me dizer quando eu devo parar, parar de sonhar, ter esperanças, beber, fumar.
Viver a vida ao extremo, sem me importar com o cruel amanhecer, em que a minha cabeça latejaria e mesmo que isso me incomode, por que me importaria?
Um futuro que é só meu, que ninguém pode pegar. Que a qualquer momento pode acabar. Pra que chorar; a minha estrada eu caminharei amiga do ar. De mãos dadas com o nada, companheiro de cadernos.
De choro ou risadas, momento em que eu simplesmente não faço nada.
Pareço clara, pareço feliz, por que me preocupar, não irei chorar..., amanha tudo poderia mudar. Nada como com um uísque, um cigarro e o nada, pra me ajudar a encarar que o futuro é incerto e não adianta pensar querer mudar. Amanha pode ser melhor que hoje, amanha a noite pode sorrir pra mim.Sem precisar de tempo, ponte ou cabelos ao vento. Um cigarro, um sorriso, tudo bem... Esse pode ser falso.
Mas estaremos lá, muros de concreto, que chora. Mas sempre prefere fazer sorrir, do que sorrir sozinho.

Eu poderia querer te esquecer, mas é justamente sua ignorância, e a sua prepotência que me faz querer continuar. Seguindo você, precisando disso pra continuar a caminhar. E eu ouço a mesma voz lenta que me diz que entre a gente não existe quase nenhuma dor, mas sim, um oceano de medo, que faz do meu sorriso. O seu único segredo.

Disgrace

Maldito é o homem
Maldito que destrói
Maldito que humilha e é humilhado
Maldito que magoa
E que vive num pesadelo de tristezas mascaradas

Sua desgraça é tamanha
Quem nem mesmo te envergonha
E como eu lembraria!
´´Sua boca te maldiz``

O homem é o verme
Que se nutre do cadáver
Que ele mesmo executou.

A grande mãe em suas mãos
É como uma prostituta
Que você suja e cospe
O inferno ao seu redor há de ficar pior
Calamidade e torpor
Com gritos de horror...

Eu rio da sua desgraça
Ri de minha desgraça!
A humanidade irá padecer
Junto com a terra apodrecer.

Luciano

quarta-feira, junho 27, 2007

Não confie em mim

Alguma voz gritava que eu devia parar... Mas eu não ouvia... Alguma voz, dizia para que eu fechasse meus olhos por segundos vagos e voltasse atrás...
Eu dei um tiro nessa voz.
A mesma voz maldita que me tirava da escuridão.
Trancada no banheiro... Com um copo quebrado... O que mais eu poderia querer?
O mais eu poderia desejar? Não andaria por corredores, eu cortaria meus calcanhares, e depois, os nervos dos meus dedos.
Uma outra voz, dizia para eu continuar, meu sorriso melancólico, abrir-se-ia apenas para ela. Meu doce sangue, só se escorreria por ela.Doce voz da solidão.
Que dizia que a morte era o melhor caminho.
Eu fumaria, eu beberia, eu tomaria remédios. Eu viajaria a outra dimensão. Mas eu não poderia gritar. Eu não poderia dormir. Eu não conseguiria ser mais uma cópia do passado.
Eu não poderia sorrir, chorando internamente... Poderia?
Uma doce graça revelada. Uma flor, que fica nua ao ser queimada. Minha mão dolorida, por ter sido torturada. Minha pobre, podre alma, sendo atormentada. E quanto aos vampiros, meus doces heróis imaginários. Que matavam sua cede de sangue, que me devam prazer na dor.

Eu respirava, a corda envolvia meu pescoço. Suicídio mental. O que eu seria sem esse banheiro, um copo quebrado, caneta, caderno, a chave do cadeado. Sabe, aquele que prende minha alma, numa jarra de cera fervente.
Meu amor não é o bastante.
Minha alma não existe.
Eu nunca fui digna de amar. Nem ele, nem a lua. Como, ou por que eu seria capaz de amar?
Por que eu seria digna?
Minha dor me consome. Meu erro foi ter nascido, minha única, rara e amável paixão, é a tristeza.
A única salvadora, aquela que acolhe debaixo de sua sombra fresca os que nascem para morrer. Por que...
Batem na porta... Eles me acolhem...

Mas até agora...
Minha única e rara salvadora...
Eu penso...
É a morte.

MARU

quarta-feira, junho 20, 2007

Romance Vampírico


Ponho meu dedo em meus lábios.
Feche seus olhos e sinta minha Luxúria.
Há uma dor no meu beijo.

Estou somente procurando por teu sangue.

Eu mostrar-te-ei qual é o preço,

então, querido, venha comigo esta noite.

para a escuridão sem luz.

Queremos te agarrar em nossos braços

E tu não podes resistir à nossa ternura,

Somos tão misteriosos...
Queremos te morder, queremos teu sangue
E tu não podes resistir aos nossos lábios sangrentos,
Venha comigo!

Você está correndo por dentre os pesadelos
Nós não precisamos da luz

Você está procurando um lugar pra se esconder Nós protegemos você do frio
Sua vida parece tão sem sentido...

Nós satisfazemos seus sonhos!
Você procura por um portal para uma vida melhor
Você só precisa pegar minha mão...

Há muito mais belezas em nosso mundo
Belezas da noite

Há muito mais prazeres em nosso mundo

Prazeres da noite

Nós estamos afogando em um mar de sangue

Sacrifico sua vida!

Eu tenho um presente da existência eterna

Sacrifico sua alma!


Nós tentamos pegar você na escuridão
Com uma certeza de todos os tipos de beijos
Nós convidamos você para o lado negro

Um reino sem luz.

Nós tentamos pegar você na noite
A lua brilha com uma luz diferente

Nós enxergamos através de seus olhos frágeis

Não há mais tempo para chorar.


Você não pode ver nossas almas estão queimando
Nós escondemos um segredo dentro das profundezas

Nós mostramos os prazeres sem dor

Pegue nosso presente está noite...


´´Alguns relatos de vampiros reais permanecem sem explicação até hoje,as explicações mais logicas estao ligadas a ''hematomania'', que eh uma perturbação psicologica que causa fetiche pelo sangue. Presume-se que as pessoas que sofrem desta doença obtem o sangue por meio legal, mas alguns apelam para o crime.``

1861 - Martin Dumollard de Montuel, França, foi sentenciado morte por matar meninas para beber seu sangue.
1872 - Vicenzo Verzeni de Bottanauco, Itália, foi sentenciado a prisão perpétua depois de confessar-se culpado por dois assassinatos e quatro tentativas e que beber o sangue das vítimas lhe dava satisfação.
1897 - Joseph Varcher de Bourg, França, foi executado por matar doze pessoas das quais bebia o sangue através de mordidas no pescoço.
1916? - Após uma notificação de que Bela Kiss, Hungria, havia morrido na 1.a Guerra Mundial, seus vizinhos fizeram uma busca em sua propriedade e encontraram 31 corpos, todos estrangulados, com feridas no pescoço e o sangue drenado.
1920 - O nobre da Rússia Pos-Revolucionária, Barao Roman von Sternberg-Ungern, bebia sangue ocasionalmente, pois acreditava que era a reencarnacao de Genghis Khan. Por esse e outros motivos foi executado.
1947 - Elizabeth Short, EUA, foi assassinada e teve seu corpo desmembrado. Constatou-se que seu sangue havia sido drenado.
1952 - Estelita Forencio de Pacce, Filipinas, mordeu várias pessoas sugando o sangue através da ferida. Ela foi detida e disse ter adquirido essses hábitos de seu marido e sofria essas crises regularmente.
1959 - Salvatore Agron de 16 anos, EUA, foi executado por vários assasssinatos que cometeu durante a noite vestido como um vampiro estilizado por Bela Lugosi. Em seu julgamento alegou ser vampiro.
1960 - Florencio Roque Fernandez, Argentina, foi preso após o relato de mulheres dizendo que ele invadia seus quartos, modendo-as e bebendo o sangue do ferimento.
1963 - Alfred Kaser, Alemanha, foi julgado por ter matado um menino de 10 anos, que esfaqueou e logo após bebeu o sangue.
1969 - Stanislav Modzieliewski, Polônia, foi condenado por sete assassinatos e seis tentativas. Em seu julgamento cofessou achar o sangue delicioso.
1971 - Wayne Boden foi preso por uma série de assassinatos onde a vítima era algemada, estuprada e depois mordida no seio para beber seu sangue.
1973 - Kuno Hoffman, Alemanha, foi condenado a prisao perpétua após confessar ter matado e bebido o sangue de duas pessoas e violado vários tumulos para obtenção de sangue.
1979 - Richard Cottingham foi preso por estuprar, esfaquear e beber sangue de uma prostituta. Foi descoberto após ter matado várias mulheres e ter bebido sangue de quase todas.
1980 - James P. Riva matou sua avó a tiros e bebeu seu sangue. Segundo ele, foi induzido por uma voz de um vampiro que lhe dizia o que fazer.
1982 - Julian Koltun, Polônia, condenado a morte por estuprar sete mulheres e beber uma grande quantidade de seu sangue, duas acabaram morrendo.
1984 - Renato Antonio Cirilli foi julgado por morder e estuprar mais de 40 mulheres.
1985 - John Crutchley foi preso pelo estupro de uma mulher que aprisionou e bebeu o sangue. Mais tarde constatou-se que ele vinha bebendo o sangue de doadores complacentes há anos.
1987 - Em um parque de San Francisco um homem que praticava cooper foi sequestrado e mantido em um furgão por uma hora, enquanto um homem bebia seu sangue.
1988 - Uma mulher em Londres, durante um verão, levava suas vítimas para casa e os sedava, quando inconscientes, ela cortava seus pulsos e bebia o sangue. Presume-se que isso aconteceu com no minimo seis homens. A mulher nunca foi detida.
1991 - Marcelo de Andrade, Rio de Janeiro, matou 11 crianças, bebendo seu sangue e comendo parte de suas carnes.
1991 - Tracy Wigginton, Austrália, foi condenada por esfaquear e beber o sangue de uma mulher, causando-lhe a morte. Como lesbica, Tracy declarou que bebia o sangue de suas parceiras normalmente.
1992 - Deborah Joan Finch foi julgada pelo assassinato de um vizinho, que esfaqueou 27 vezes para beber o sangue que saia dos ferimentos.



PAUSA INFINITA DE DOLOR

Não me leve a crer
Que belo o mundo há de ser
Eu já posso ver
A imundice do seu ser

Não me importa sua vida
Essa existencia putrida
Há desgraças que não tem cor
Pausa infinita de dolor

Ninguém sente minha dor
Ninguém compreende minha desgraça
Á maldição que me abraça
Pausa infinita de dolor...de dolor

Não podes me deixar em paz?
Meu tormento te satisfaz!

Não há nada que eu possa fazer
A não ser suplicar pela
Pausa infinita de dolor

Em mim e á mim não há amor
A tristeza juntou-se com a dor
Pausa infinita de dolor...de dolor

Este é o grande momento não desejado
Quando a tristeza juntou-se com a dor
Eu não pude sentir,eu não pude evitar
É o começo de um final não desejado
Pausa infinita de dolor...de dolor,dolor

LUCIANO

sexta-feira, abril 06, 2007

- mundo estranho-



Ser sinistro nao é um querer ou optar, nasce com a alma de quem tem espírito livre para experimentar e explorar o lado sombrio da noite, viajar por entre a névoa, conhecer os cantos mais escondidos do "eu", exorcizar os demônios ou conviver com eles na mais perfeita harmonia.
Viver de forma livre e expressar seus sentimentos, para muita gente é algo impossível de entender ou assimilar, pois o mundo se mostra através de máscaras, as pessoas escondem
seu verdadeiro "eu", seus rostos sao cobertos por falsas expressões de alegria e contentamento, enquanto seu íntimo desmorona em terror e lágrimas.
Quem ousar mostrar-se verdadeiro em meio aos disfarces, torna-se o estranho, os sinistro, o depressivo, aquele que precisa urgente de ajuda...
Mas quem sao os verdadeiros estereótipos?... Quem sao os desesperados?... Quem nao consegue ter controle sobre si mesmo e precisa de máscaras?
Será que sao os ditos "estranhos" que realmente sao "pirados"?...
Nao seria natural mostrarmos "o verdadeiro"?...
Perguntas e perguntas... Respostas diversas diferem em muitos níveis, mas cada uma delas tem um valor distinto e real, cada realidade ou verdade diferente, é certa desde que não venha a ferir os pensamentos alheios, desde que nao agrida o ideal de cada um, desde que nao chegue a denegrir a imagem alheia ou desprezar seus sentimentos.
Nada é mais importante do que estar ciente do que se passa no mundo, e nao importa que me chamem de amargo ou depressivo, pois quero liberdade para expressar meus gostos
pelo sombrio e pelo macabro...

sábado, março 31, 2007

Flesh Desire

Desejo carnal,
Desejo fatal.
Desejo sua carne,almejo seu corpo

Esta noite te encontrei
Fantasiei meu corpo junto ao seu
E suas energias guardei
Para que numa noite
Nossos corpos se unam.

Oh Lua crescente
Cresça seu desejo,traga o que almejo
Eu anseio o seu amor...
Mas tenho sede do seu beijo
Será humano...seu sangue em minha dor?

E continuo á esperar
A noite em que você vai chegar...
Á sedução, tu se renderás
E seu corpo, á mim entregarás...

Luciano

domingo, janeiro 28, 2007

†††Os mortos são invisiveis, nem por isso são ausentes.†††





†††Morte ao Luar†††


Olhando o luar diante de um abismo
sentia meu coração pulsar rapidamente.
A brisa suave balançava meus cabelos.
Meus olhos lacrimejavam lágrimas sangrentas.
Minha boca tremia.

Sentia que essa era a hora.
Sentia que já não tinha mais lugar no mundo.
Sentia que era o meu fim.

Arrastei meus pés até cair por completo.
Foi a liberdade de um mártiro.
O sofrimento tornou-se,agora,uma libertação.

Meu corpo descia lentamente
Tornava-se mais leve durante a queda


Finalmente quando cheguei ao chão
pude sentir a dor final
A dor da morte
A morte ao luar
E assim descançarei em paz
...

ΨΨ††lady angel††

domingo, janeiro 14, 2007

Meu eterno tormento

Eterno tormento
Tormento que me persegue.
Visando me destruir.
Consegue?
A chuva que sobre mim cai, lava minha alma.
Alivia-me.
Por pequenos momentos isso passa, mas depois, volta.
Volta forte como um temporal.
E cada vez fica pior.
Escondo-me para proteger os outros.
Qual será a reação?
Tenho medo.

Vida ingrata, os problemas me matam.
Possuem-me.

Tormento que me persegue.
Eu não posso mais ver os rostos.
Abuso do absurdo.
Está tudo tão claro, mas ninguém vê.
Sou a única.
Vivo sustentando esse tormento com meu medo.

Medo?
Define tudo o que sinto agora.
Não consigo dominar, tento evitar.
Impossível não sentir isso.
Está tudo trancado dentro de mim.
E eu não acho a chave para a saída do inferno.

Vida ingrata, os problemas me matam.
Possuem-me.

Tormento que me persegue.
Matando-me aos poucos.
Destrói tudo aqui.
Não á mais como reconstruí isso.
O castelo de areia desmoronou sobre mim. Estou soterrada com meu tormento.
Meu eterno tormento.

↑Tamira↑

Brisa Noturna

Belo e asqueroso
Mórbido,silencioso
Por ele eu continuo meu passeio
Tentando esquecer o mundo que anseio

Logo quando entro
Uma nuvem de tristeza paira sobre meu ser
Sigo caminhando até o centro,
Onde as almas moribundas
Continuam a padecer.

Vem agora o crepúsculo e ele traz
Uma tristeza que parece ser infinita
Que me pega pelas mãos dentro desta cripta
Onde os mortais agora jaz.

O manto negro agora cobre todo cemitério
Ascendo um baseado e sinto no ar um fúnebre mistério
O mórbido negrume me abraça
E sem nenhum pudor,se alastra a fumaça...

Chego ao auge de minha funebre loucura
Na brisa noturna...
Deito-me agora nesta sepultura
Experimento dos mais estranhos sentimentos
E os seres noturnos ouvem meus lamentos

E aqui permaneço,e aqui vou ficar
Até que a brisa noturna venha á cessar...

Luciano Sacheto