quarta-feira, maio 29, 2013
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
As nuvens passam tétricas em um céu aveludado,
Roxo e imprevísivel, como seu toque acetinado.
A madrugada fria trouxe-te aqui...Ouvi chamares meu nome...
Lá estava você, embriagada em suas mágoas e incertezas
E foi fatal - Não pode resistir às minhas prezas!
A noite misteriosa nos cercou completamente
Com seus misterios e nos trouxe os sentido imanente
Que nos amedronta, nos deprime mas ainda assim nos conforta,
Nos traz alegrias e tristezas e só se findará com a vida morta!
Sim, somente com a morte de nossos corpos será impossível:
O sangue, o sabor, o corpo - Oh, delicioso torpor!
Mas ainda há um mistério além da carne - Etéreo
Astral, a alma imortal, acima de um fim funéreo.
(...)
quinta-feira, novembro 18, 2010
heaven wasn't made for me,
we burn ourselves to hell
as fast as it can be
and I wish that I could be the king
then I'd know that I am not alone.
Maggots put on shirts
sell each others shit,
sometimes I feel so worthless
sometimes I feel discarded
I wish that I was good enough
then I'd know that I am not alone.
Death is policeman
Death is the priest
Death is the stereo
Death is a TV
Death is the Tarot
Death is an angel and
Death is our God
Killing us all...
She put the seeds in me
plant this dying tree,
she's a burning string
and I'm just the ashes!
She put the seeds in me
plant this dying tree,
she's a burning string
and I'm just the ashes.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Faces
Podes ver meu rosto no escuro da noite?
O semblante que carrega cada expressão,
Os gestos de ansiedade e emoção
Frutos de uma tristeza latente - O açoite.
Podes ver cada Dor? Nos olhos o coração?
Na noite a luz brilha clara e oscilante.
Contemple a emoção de cada instante,
O ponto dolorido e todos risos despercebidos.
Podes nos ver? No escuro - tétricos, aborridos.
Deixe-me ver teu rosto cândido, suave de seda.
A sua beleza no escuro, dor de minha perda.
Deixe-me ver, ó bela e misteriosa sacerdotisa,
Seus medos e tristezas, sua convicção e sua fraqueza
Pois assim no escuro, só vejo tua beleza.
Lucius
segunda-feira, agosto 23, 2010

Desce por fim sobre o meu coração
O olvido. Irrevocável. Absoluto.
Envolve-o grave como véu de luto.
Podes, corpo, ir dormir no teu caixão.
A fronte já sem rugas, distendidas
As feições, na imortal serenidade,
Dorme enfim sem desejo e sem saudade
Das coisas não logradas ou perdidas.
O barro que em quimera modelaste
Quebrou-se-te nas mãos. Viça uma flor...
Pões-lhe o dedo, ei-la murcha sobre a haste...
Ias andar, sempre fugia o chão,
Até que desvairavas, do terror.
Corria-te um suor, de inquietação...
..entre penumbra e devaneios...
O grito do amor fere o ouvido do desejo
-Vai pobre alma
à procura de tudo e deparaste com o nada.
Nossa sede infinita só compreenderás...
no momento em que o desejo pelo sangue nao conseguirás esconder
quando apenas nas trevas, como um filho, clamarás...
E o gozo do beijo, então lhe entorpecer.
terça-feira, junho 23, 2009
I
Ódio, pulsante, crescia a cada segundo
na mente de um homem moribundo
que já não suportava mais sua vida desgraçada.
Vivendo em languidez,
naquela casa desestruturada,
naquela cidade decadente, em presságios deprimentes.
Sua mente não enxergava outros horizontes.
Logo sua miséria o limitou e ele achou que jamais teria paz.
Por isso foi que, funesto, tomou a atitude tenaz.
Impiedoso,
começou matando todos que moravam em sua casa.
Ele os matou na base de psicose,
Histérico e grenado
Usou a fatalidade de um grande machado
que artificioso furtou em um frigorífico – isso por descuido do açougueiro imundo, que, tambem foi açoitado por teu próprio machado;
Destroçado – ao meio de suas carnes podres ele foi largado.
Na casa maldita matou o padrasto pedófilo primeiro
Ódio
Matou seus dois irmãos com desejo voraz
Irmãos que não tinham seu sangue – Não saíram do mesmo ventre
Irmãos de Satanás!
Que quase todas as noites abatiam uma virgem dama
E muitas vezes deixavam o corpo fedendo e horrível
A apodrecer embaixo de sua cama.
A morte, aqui, erradica
A demência!
Ele deixou os corpos da família funesta na casa, sem clemência,
abandonou a velha casa fatídica
arrebentado tudo o que foi possível.
II
No dia ele dormia – Na noite ele matava.
E o ódio imperava...
Ele sentia o cheiro do ódio pairando no ar
Seu importuno pesar
As fontes de ódio.
Ele se saciava com o sangue jorrando, violento,
dos corpos malditos que ele esquartejava.
Era o momento de pausa do seu tormento
que retornava sempre, ainda mais avassalador.
Ódio que vem d’alma do pecador.
Que sentimento é este que provoca tanta inquietação?
Vontade de morder e tirar pedaços – negrume no coração
Esta desgraça que se instala e cria estágios avançados
Na mente calma de alguém com os sentidos retalhados.
Ódio que impregna como maldição.
A raça humana é que proclama a degradação!
Cheia de irmandade hostil,
Raça esta tão imunda como este sentimento vil
Mas este ódio mortal encontrou o limite das leis humanas.
Ele foi preso com crises insanas, condenado pelas leis mundanas!
Isolado, ele ficou à base de psicotrópicos,
que em surtos psicóticos
canalizava o ódio com fúria, isolamento e obsessão.
Os portões do inferno, demônios e corpos dilacerados,
Esta era sua lúgubre alucinação.
Os outros prisioneiros apresentavam comportamento histérico:
Berravam e faziam algazarra – suicidavam-se, matavam uns aos outros.
Perdiam a lucidez transformando-se em monstros
Com rugidos calamitosos e porte bélico.
Eles se transformaram em bestas – maldito marco histórico
III
Ele era a causa da tragédia – Oh, demônio vil, de todo desgraçado.
Os agentes civis tentaram o transferir de detenção,
encontrando assim a calamidade em ascensão:
Inexplicavelmente o carro policial fora encontrado
na estrada, destruído, igualmente os corpos que ali haviam,
exceto um – aquele que portou o ódio eternamente
Aquele maníaco doente
O demônio que por onde passa alastra invisível
e nebulosa torrente de ódio que em cada um se implanta.
E como posso dizer que foi terrível!
A desgraça foi tanta...
Pais matando filhos – Filhos matando pais
Jovens degradantes, marginais
E desgraça crescente, a fome e a miséria
Alastrando-se como a malária

