quinta-feira, novembro 18, 2010

We have no future
heaven wasn't made for me,
we burn ourselves to hell
as fast as it can be
and I wish that I could be the king
then I'd know that I am not alone.

Maggots put on shirts
sell each others shit,
sometimes I feel so worthless
sometimes I feel discarded
I wish that I was good enough
then I'd know that I am not alone.

Death is policeman
Death is the priest
Death is the stereo
Death is a TV
Death is the Tarot
Death is an angel and
Death is our God
Killing us all...

She put the seeds in me
plant this dying tree,
she's a burning string
and I'm just the ashes!

She put the seeds in me
plant this dying tree,
she's a burning string
and I'm just the ashes.

quarta-feira, outubro 13, 2010


Faces 

Podes ver meu rosto no escuro da noite?
O semblante que carrega cada expressão,
Os gestos de ansiedade e emoção
Frutos de uma tristeza latente - O açoite.
Podes ver cada Dor? Nos olhos o coração?

Na noite a luz brilha clara e oscilante.
Contemple a emoção de cada instante,
O ponto dolorido e todos risos despercebidos.
Podes nos ver? No escuro - tétricos, aborridos.

Deixe-me ver teu rosto cândido, suave de seda.
A sua beleza no escuro, dor de minha perda.
Deixe-me ver, ó bela e misteriosa sacerdotisa,
Seus medos e tristezas, sua convicção e sua fraqueza
Pois assim no escuro, só vejo tua beleza.


                                                                             Lucius

segunda-feira, agosto 23, 2010




Desce por fim sobre o meu coração
O olvido. Irrevocável. Absoluto.
Envolve-o grave como véu de luto.
Podes, corpo, ir dormir no teu caixão.

A fronte já sem rugas, distendidas
As feições, na imortal serenidade,
Dorme enfim sem desejo e sem saudade
Das coisas não logradas ou perdidas.

O barro que em quimera modelaste
Quebrou-se-te nas mãos. Viça uma flor...
Pões-lhe o dedo, ei-la murcha sobre a haste...

Ias andar, sempre fugia o chão,
Até que desvairavas, do terror.
Corria-te um suor, de inquietação...




..entre penumbra e devaneios...

O grito do amor fere o ouvido do desejo

-Vai pobre alma

à procura de tudo e deparaste com o nada.


Nossa sede infinita só compreenderás...

no momento em que o desejo pelo sangue nao conseguirás esconder

quando apenas nas trevas, como um filho, clamarás...

E o gozo do beijo, então lhe entorpecer.