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Não há belezaNesta mesaO osso corroídoDe um ser doloridoEnche sua pançaAté quando esta matança?Estas taças de cristais Cheias de liquído viceraisTe fazem sorrirNessa mesa essa toalha Me faz regurgirEnquanto você exalta essa mortalhaIsso me faz uma praga rogarQuanto mais tu matasPara se alimentarMais fome teu espirito terás!
Faz muito pouco tempo que aprendi a entender que o vento leva qualquer sentimento.
Faz muito pouco tempo que aprendi a compreender que eu não deveria ligar para as coisas que eu fiz, ou deixei de fazer.
A noite é testemunha, a ignorância me impunha um pecado grande, que muitas vezes acabei por cometer, por competir.
Você se importa, ou eu me importo?
O vento acabou varrendo as folhas secas do meu caminho, o mesmo vento que varreu nosso sentimento.
O que sobrou do passado?
Passado tão breve que ainda esta dentro de nós, nem quente nem gelado, mas está ali, guardado.
Eu poderia parar de pensar tanto de querer não enlouquecer; por que eu escreveria coisas complicadas, com palavras difíceis, e motivos sem nenhum caminho.
Eu poderia parar de reclamar, tornar-me muda, não falar. Tornar-me estatua e não chorar.
Não vou perguntar por que, ele não existe.
Ninguém pra dizer que me ama; ninguém que eu queira querer amar. E involuntário se torna tão normal quanto a luz do dia, na janela ao amanhecer.
Eu poderia querer ter alguém pra me dizer quando eu devo parar, parar de sonhar, ter esperanças, beber, fumar.
Viver a vida ao extremo, sem me importar com o cruel amanhecer, em que a minha cabeça latejaria e mesmo que isso me incomode, por que me importaria?
Um futuro que é só meu, que ninguém pode pegar. Que a qualquer momento pode acabar. Pra que chorar; a minha estrada eu caminharei amiga do ar. De mãos dadas com o nada, companheiro de cadernos.
De choro ou risadas, momento em que eu simplesmente não faço nada.
Pareço clara, pareço feliz, por que me preocupar, não irei chorar..., amanha tudo poderia mudar. Nada como com um uísque, um cigarro e o nada, pra me ajudar a encarar que o futuro é incerto e não adianta pensar querer mudar. Amanha pode ser melhor que hoje, amanha a noite pode sorrir pra mim.Sem precisar de tempo, ponte ou cabelos ao vento. Um cigarro, um sorriso, tudo bem... Esse pode ser falso.
Mas estaremos lá, muros de concreto, que chora. Mas sempre prefere fazer sorrir, do que sorrir sozinho.
Eu poderia querer te esquecer, mas é justamente sua ignorância, e a sua prepotência que me faz querer continuar. Seguindo você, precisando disso pra continuar a caminhar. E eu ouço a mesma voz lenta que me diz que entre a gente não existe quase nenhuma dor, mas sim, um oceano de medo, que faz do meu sorriso. O seu único segredo.
Maldito é o homemMaldito que destróiMaldito que humilha e é humilhadoMaldito que magoaE que vive num pesadelo de tristezas mascaradasSua desgraça é tamanhaQuem nem mesmo te envergonhaE como eu lembraria!´´Sua boca te maldiz``O homem é o vermeQue se nutre do cadáverQue ele mesmo executou.A grande mãe em suas mãosÉ como uma prostitutaQue você suja e cospeO inferno ao seu redor há de ficar piorCalamidade e torporCom gritos de horror...Eu rio da sua desgraçaRi de minha desgraça!A humanidade irá padecerJunto com a terra apodrecer.
Luciano