quarta-feira, outubro 01, 2008

O MEU NIRVANA ( AUGUSTO DOS ANJOS )

No alheamento da obscura forma humana,
De que, pensando, me desencarcero,
Foi que eu, num grito de emoção, sincero
Encontrei, afinal, o meu Nirvana*!

Nessa manumissão schopenhauereana,
Onde a Vida do humano aspecto fero
Se desarraiga, eu, feito força, impero
Na imanência da Idéia Soberana!

Destruída a sensação que oriunda fora
Do tato - ínfima antena aferidora
Destas tegumentárias mãos plebéias -

Gozo o prazer, que os anos não carcomem,
De haver trocado a minha forma de homem
Pela imortalidade das Idéias!


*um termo budista, denotando a extinção da insatisfação;

segunda-feira, setembro 29, 2008

Soneto dos 20 anos

Manhã de lágrimas, vida de lastimas.
Corroendo meu peito, um desejo latente.
Desejo deixar de ser um sobrevivente,
Desejo que as aflições de hoje fossem as ultimas!

Entre sorrisos e lágrimas
Meu rosto recebe marcas dentre os anos...
Pelos risos insanos,
Seguidos de lágrimas calmas.

Se não tens um destino
Não tens a que temer – pobre menino
È o fim de uma era.

Grandiosa fortaleza humana,
Criada por uma mente dita profana.
Esta é a beleza da fera...

sábado, setembro 27, 2008

MELANCOLIA

Uma palavra pode descrever minha manhã
Melancolia
Esta mesma palavra descreve meu ontem
Melancolia

Nostalgia de tempos que não voltam mais
Carícias em noites nupciais...
A melancolia invadiu meu dia
Invadiu minha alma sombria

Melancolia
Na noite, no dia
Saudade da alegria
Perdida em algum canto

Para melancolia foram feitos estes versos
Com melancolia é cantado este canto

Melancolia
Companheira neste dia
Melancolia
Devolva minha alegria.

sexta-feira, setembro 19, 2008

The Rain Must Fall...

"O céu dessa vez não clareou...
Nem a lua dessa vez, brilhou."

As vezes ela anda ao meu redor
Passa sem fazer um ruído sequer
Toca fundo, agoniza, tira o ar
Mas traz inspiração

Quanto eu queria tê-la longe
É o quanto a tenho aqui
Resta-me aos olhos apreciar uma imagem
Formada de vultos em meio às sombras

Seus olhos me entristeceram (novamente)
E sua face já não me surpreende
Reflexos dessas amargas e negras águas

Imerso pelo frio, me arrepio com seu toque
Suave, único e contaminante
Tristeza enfim, maldita solidão


quinta-feira, setembro 18, 2008

Meine liebe - Ganz alleine

A distancia cobriu nosso caminho...
Esquecidos
Sentimentos adormecidos,
Simplesmente abandonados.

"Cuidado com a besta, mas desfrute do banquete que ela oferece"

Tragédia das mentiras
Oculta a verdade.
A besta dorme em ti...

Deixo que o sofrimento passe por mim
Que os ventos levem a decepção...
Tragédia da adoração

terça-feira, setembro 16, 2008

Eu rastejei pela casa esquecida
Em ar aberto eu ficarei satisfeito
Definições de Rubi sobre uma colina do terraço
Eles pareciam engolidos pelo sol
Eles pareciam engolidos pelo sol

Está até mesmo quente
Está até mesmo quente debaixo da luz da lua
Eu não posso dormir

Eu estou agonizando profundamente por você
Profundamente agonizando por amor


Aglomeração em estado frenético em minha visão
Curva pequena embaixo de mim mesmo
Eu digo
O fluxo flui, o céu sopra como uma brisa abafadora
E a aglomeração em estado frenético continua em minha visão
Eu penso
Estou agonizando profundamente por você
Estou agonizando profundamente por você
Por seu amor

Ela vem
Ela vem meu modo
Uma lua turva lança uma sombra sobre meu rosto
O mar negro colidiu como um trovão, em meus ouvidos
Estou agonizando profundamente por você
Por seu amor

Clan Of Xymox - Agonised by Love

A Presença

Em minha mente
Há uma presença latente.
Pela qual anseio – almejo
Pela presença eu me encanto – assim fraquejo.

A presença aparece
Mostra-me sua bela forma e depois desaparece.
Às vezes me entristece
E em certas horas me fortalece

A presença a mim direciona seu olhar
A fim de me hipnotizar...
A presença por mim se encanta – Deseja-me no escuro...
A presença esta em mim - Meu próprio amor obscuro.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Me dá ódio estar em casa, muitas vezes...
Dunkelheit
Almejo me livrar da estadia decadente
Ainda não tenho onde ir
Nenhum caminho a seguir....

Reativo este blog!

Voltando com relatos do lago...

segunda-feira, março 10, 2008


"Aquela cidade não precisava da seriedade que lhe era intitulada por seres humanos que lá moravam ou freqüentavam. Ela precisava de mais violência, e de mais doçura, quando tal violência era exigida de alguém como eu.
Mas falar de doçura á esta hora da noite se tornava duvidoso, já que olhos dourados, raros olhos dourados... Assim como os meus olhos dourados... Também mentiam, e por muitas vezes a seriedade neles contidos, era exorbitante desnecessária.

Boa noite Praga, espere por minha doçura da maneira mais rude que imaginar, mas falando de doçura, a grosseria se torna da mesma maneira que intitulada errada, tão gentil e amiga quanto á própria doçura. E a insanidade dança, entre aquelas que duvidam da verdadeira essência de uma profissão de risco. Assim como entre doçura e grosseria, armas e morte sempre têm suas duvidosas segundas intenções."