domingo, janeiro 28, 2007

†††Os mortos são invisiveis, nem por isso são ausentes.†††





†††Morte ao Luar†††


Olhando o luar diante de um abismo
sentia meu coração pulsar rapidamente.
A brisa suave balançava meus cabelos.
Meus olhos lacrimejavam lágrimas sangrentas.
Minha boca tremia.

Sentia que essa era a hora.
Sentia que já não tinha mais lugar no mundo.
Sentia que era o meu fim.

Arrastei meus pés até cair por completo.
Foi a liberdade de um mártiro.
O sofrimento tornou-se,agora,uma libertação.

Meu corpo descia lentamente
Tornava-se mais leve durante a queda


Finalmente quando cheguei ao chão
pude sentir a dor final
A dor da morte
A morte ao luar
E assim descançarei em paz
...

ΨΨ††lady angel††

domingo, janeiro 14, 2007

Meu eterno tormento

Eterno tormento
Tormento que me persegue.
Visando me destruir.
Consegue?
A chuva que sobre mim cai, lava minha alma.
Alivia-me.
Por pequenos momentos isso passa, mas depois, volta.
Volta forte como um temporal.
E cada vez fica pior.
Escondo-me para proteger os outros.
Qual será a reação?
Tenho medo.

Vida ingrata, os problemas me matam.
Possuem-me.

Tormento que me persegue.
Eu não posso mais ver os rostos.
Abuso do absurdo.
Está tudo tão claro, mas ninguém vê.
Sou a única.
Vivo sustentando esse tormento com meu medo.

Medo?
Define tudo o que sinto agora.
Não consigo dominar, tento evitar.
Impossível não sentir isso.
Está tudo trancado dentro de mim.
E eu não acho a chave para a saída do inferno.

Vida ingrata, os problemas me matam.
Possuem-me.

Tormento que me persegue.
Matando-me aos poucos.
Destrói tudo aqui.
Não á mais como reconstruí isso.
O castelo de areia desmoronou sobre mim. Estou soterrada com meu tormento.
Meu eterno tormento.

↑Tamira↑

Brisa Noturna

Belo e asqueroso
Mórbido,silencioso
Por ele eu continuo meu passeio
Tentando esquecer o mundo que anseio

Logo quando entro
Uma nuvem de tristeza paira sobre meu ser
Sigo caminhando até o centro,
Onde as almas moribundas
Continuam a padecer.

Vem agora o crepúsculo e ele traz
Uma tristeza que parece ser infinita
Que me pega pelas mãos dentro desta cripta
Onde os mortais agora jaz.

O manto negro agora cobre todo cemitério
Ascendo um baseado e sinto no ar um fúnebre mistério
O mórbido negrume me abraça
E sem nenhum pudor,se alastra a fumaça...

Chego ao auge de minha funebre loucura
Na brisa noturna...
Deito-me agora nesta sepultura
Experimento dos mais estranhos sentimentos
E os seres noturnos ouvem meus lamentos

E aqui permaneço,e aqui vou ficar
Até que a brisa noturna venha á cessar...

Luciano Sacheto