domingo, janeiro 14, 2007

Brisa Noturna

Belo e asqueroso
Mórbido,silencioso
Por ele eu continuo meu passeio
Tentando esquecer o mundo que anseio

Logo quando entro
Uma nuvem de tristeza paira sobre meu ser
Sigo caminhando até o centro,
Onde as almas moribundas
Continuam a padecer.

Vem agora o crepúsculo e ele traz
Uma tristeza que parece ser infinita
Que me pega pelas mãos dentro desta cripta
Onde os mortais agora jaz.

O manto negro agora cobre todo cemitério
Ascendo um baseado e sinto no ar um fúnebre mistério
O mórbido negrume me abraça
E sem nenhum pudor,se alastra a fumaça...

Chego ao auge de minha funebre loucura
Na brisa noturna...
Deito-me agora nesta sepultura
Experimento dos mais estranhos sentimentos
E os seres noturnos ouvem meus lamentos

E aqui permaneço,e aqui vou ficar
Até que a brisa noturna venha á cessar...

Luciano Sacheto

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