terça-feira, junho 23, 2009

I

Ódio, pulsante, crescia a cada segundo
na mente de um homem moribundo
que já não suportava mais sua vida desgraçada.
Vivendo em languidez,
naquela casa desestruturada,
naquela cidade decadente, em presságios deprimentes.
Sua mente não enxergava outros horizontes.
Logo sua miséria o limitou e ele achou que jamais teria paz.
Por isso foi que, funesto, tomou a atitude tenaz.

Impiedoso,
começou matando todos que moravam em sua casa.
Ele os matou na base de psicose,
Histérico e grenado
Usou a fatalidade de um grande machado
que artificioso furtou em um frigorífico – isso por descuido do açougueiro imundo, que, tambem foi açoitado por teu próprio machado;
Destroçado – ao meio de suas carnes podres ele foi largado.
Na casa maldita matou o padrasto pedófilo primeiro

Ódio
Matou seus dois irmãos com desejo voraz
Irmãos que não tinham seu sangue – Não saíram do mesmo ventre
Irmãos de Satanás!
Que quase todas as noites abatiam uma virgem dama
E muitas vezes deixavam o corpo fedendo e horrível
A apodrecer embaixo de sua cama.
A morte, aqui, erradica
A demência!
Ele deixou os corpos da família funesta na casa, sem clemência,
abandonou a velha casa fatídica
arrebentado tudo o que foi possível.








II

No dia ele dormia – Na noite ele matava.
E o ódio imperava...
Ele sentia o cheiro do ódio pairando no ar
Seu importuno pesar
As fontes de ódio.
Ele se saciava com o sangue jorrando, violento,
dos corpos malditos que ele esquartejava.
Era o momento de pausa do seu tormento
que retornava sempre, ainda mais avassalador.

Ódio que vem d’alma do pecador.
Que sentimento é este que provoca tanta inquietação?
Vontade de morder e tirar pedaços – negrume no coração
Esta desgraça que se instala e cria estágios avançados
Na mente calma de alguém com os sentidos retalhados.
Ódio que impregna como maldição.
A raça humana é que proclama a degradação!
Cheia de irmandade hostil,
Raça esta tão imunda como este sentimento vil


Mas este ódio mortal encontrou o limite das leis humanas.
Ele foi preso com crises insanas, condenado pelas leis mundanas!
Isolado, ele ficou à base de psicotrópicos,
que em surtos psicóticos
canalizava o ódio com fúria, isolamento e obsessão.
Os portões do inferno, demônios e corpos dilacerados,
Esta era sua lúgubre alucinação.
Os outros prisioneiros apresentavam comportamento histérico:
Berravam e faziam algazarra – suicidavam-se, matavam uns aos outros.
Perdiam a lucidez transformando-se em monstros
Com rugidos calamitosos e porte bélico.
Eles se transformaram em bestas – maldito marco histórico








III

Ele era a causa da tragédia – Oh, demônio vil, de todo desgraçado.
Os agentes civis tentaram o transferir de detenção,
encontrando assim a calamidade em ascensão:
Inexplicavelmente o carro policial fora encontrado
na estrada, destruído, igualmente os corpos que ali haviam,
exceto um – aquele que portou o ódio eternamente

Aquele maníaco doente
O demônio que por onde passa alastra invisível
e nebulosa torrente de ódio que em cada um se implanta.
E como posso dizer que foi terrível!
A desgraça foi tanta...
Pais matando filhos – Filhos matando pais

Jovens degradantes, marginais
E desgraça crescente, a fome e a miséria
Alastrando-se como a malária

quarta-feira, março 11, 2009

A Chuva


Mais um estrondo!
Entre milhares de gotas
A caírem interinas – De áreas remotas
E calmas, onde reinam as aves voando...
Que agora, escondidas
Acolhem-se ante gotas perdidas.

Subindo as escadas do casarão, um corpo pálido
Da calçada eu via!
Parou-se então – Virou-se a mim, aquele corpo cálido.
Era belo e sorria...

Tão rápido como o elemento caindo
Sumiu aquele corpo pálido, desconhecido...
A luz, levemente ia sumindo
Junto com o líquido inconstante – Caindo...

terça-feira, janeiro 20, 2009

The beauty of woman

Let me live my melancholy alone
I never wished you before or after
I belong to another way - you don't enter
Cause the scent of a woman is mine

Not yours...

A pele lisa como seda, de gestos maliciosos porém delicados
Beleza que encanta, lábios de jasmin
Oh, magnífica tua beleza sem fim
Seios fartos, cobertos, apertados

Em seu vestido oculta-se a maravilha
Que a arte retrata em tinta
Em cantata à partilha
Vinde a minha cama, não te finjas de santa